Esse sangue que corre nas minhas veias não é mais o mesmo, agora tenho dentro de mim um ácido, um veneno, não um veneno letal, mas um que causa dor e tristeza, cheira como sangue, tem gosto de sangue e mesmo assim é algo diferente, está carregado de magoas. Meu coração dolorido me machuca a cada batida, este que até ontem era vermelho hoje é cinza como a chuva, sujo como o barro. Sentimentos que estavam sempre ocultos tomam o lugar daqueles que eu estava acostumado. Seria isso maturidade? Acho que não, isso é apenas consequência do espaço que eu abri para o meu “eu sombrio”. Confesso que eu até gosto disso, me da poder, me da força, mesmo que não seja da fonte que eu queira, graças a isso estou conseguindo superar tudo isso.
Corro comigo mesmo, como uma matilha de um lobo só, predador de sentimentos bonitos. Gosto desse novo tipo de satisfação, de destruição. Não me ache repugnante antes de saber de onde vêm os sentimentos que destruo, tudo isso vem de dentro do mesmo ser, desse ser que esta escrevendo, desse ser que esta montando seu próprio sentimento e sua própria dor. Cheio de ódio de mim mesmo eu me sinto macabro, um ser macabro com sentimentos puros escondidos.
Esse ácido, essa nuvem negra que bomba sangue, essa caça dentro de mim mesmo por bons momentos não são justificáveis porem tem nome. Esse é o pior lado do amor, esse é o lado que me cabe desse sentimento. O que sobra aos predadores é o espinho da bela rosa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário