terça-feira, 31 de maio de 2011

31 de Maio – 22:27

Eu já não posso ficar em pé sem sentir minhas pernas doendo. Eu corri muito pra chegar aqui, em lugar nenhum, na verdade toda essa minha corrida me fez ficar mais longe de você.

Sabe, ainda a noite eu choro por você, não com a mesma frequência ou com a mesma intensidade, agora é um choro contido, o choro forte geralmente é na alma e esse não molha o meu rosto. Agora por exemplo, estou chorando. Meus olhos estão ardendo, cada lagrima que rola é, na verdade, uma lamina que cai, um peso que minha alma ainda vai carregar. Garanto que você nunca pensou por esse lado.

Me vejo longe de você, muito mais longe do que sempre estive e isso me machuca muito, mas isso foi uma escolha sua, e como eu sempre digo, eu só quero ver seu sorriso, mesmo que de longe. Do que vale um abraço seu se você não está alegre? Do que valeria um beijo seu sem você me amar?

Então sorria meu amor, seja feliz ai, eu prometo tentar superar daqui. Tentarei com todas as minhas forças superar e, quem sabe, acabar com esse sentimento. O problema é que eu posso superar, mas esquecer, isso é impossível. Desculpe.

domingo, 15 de maio de 2011

Frio

Hoje eu corri contra o vento novamente, isso é tão comum ultimamente. O frio domina meu corpo e diminui a dor, meus olhos lacrimejam e eu tenho uma desculpa pra chorar, como se isso fosse me ajudar muito. Eu tentei me ajudar, amigos de verdade tentaram me ajudar, nunca ninguém conseguiu, será mesmo que lagrimas podem me fazer bem?

Hoje eu sentei na chuva novamente, isso é tão comum ultimamente. Quando a chuva molha minha roupa meu corpo fica pesado como minha alma, fica sujo como o que eu sinto, mas isso também não pode me salvar, obviamente isso é temporário e as pessoas não gostam de ver as outras na chuva, isso é irônico, afinal, todos fazem alguma coisa pra me tirar da chuva e ninguém pergunta  se estou bem e quando perguntam não querem saber a verdade.

Hoje eu fiquei olhando para o céu escuro que aparece depois da chuva  novamente, isso é tão comum ultimamente. O peso das nuvens é cortado por pequenos raios do sol, eu sou assim também, o peso das minhas lastimas são cortados por pequenos sorrisos, mesmo que todos possam ver ele no meu rosto, todo mundo sabe que aquilo não é a realidade, sabem que o que realmente predomina é o peso dos meus sentimentos. O que me leva a pensar novamente na ironia das pessoas, todo mundo consegue ver que não estou bem, mas mesmo assim preferem focar apenas no raio de sol.

Hoje eu estou triste novamente, isso é tão comum ultimamente…

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Gritos da minha alma

Não me ligue, não fale, não sorria, não comente, não apareça, não tente melhorar as coisas, não seja meu ponto seguro, não permita pequenas coisas, não diga que quer ver meu sorriso.

Saia de perto de mim, corra, suma, seja feliz longe daqui, seja você em um lugar que eu não possa ver. Faça esse favor, é um pedido pequeno e tão fácil.

Você me largou em um corredor com janelas pequenas, onde a luz quase não entra. O pouco de beleza que eu vejo do mundo lá fora não é o bastante pra me fazer sorrir. Serve só para me mostrar que a felicidade existe e que eu estou longe dela.

Por que você me trancou nessa sala e não me deixa sair? Por que você não volta pro seu mundo e deixa o meu coração em paz? Esses anos me deram motivos suficiente para sofrer por um bom tempo, não preciso de mais nenhum abraço que me torture, não preciso pegar sua mão de volta pra sentir pregos na garganta. Eu não preciso de você para sofrer, isso eu faço sozinho e muito bem.

Me deixe sofrer apenas pelos antigos motivos, me deixe tentar experimentar a alegria pelo menos por um dia, me deixa sorrir em paz, me deixa viver. Me deixa.