sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Do meu eu nojento

Na minha vida tento manter dentro do meu humilde ser o máximo de sentimentos bons e apenas os ruins dos quais não posso me desfazer, como tristezas, saudades e afins.

Mas você, você não mexeu só nas coisas boas com seus olhos claros. Agora que longe, essa luz tem mudado muita coisa ruim, principalmente as que costumo chamar de repugnante.

Seu sorriso bonito hoje me desperta o mais pútrido dos sentimentos, o ódio. Ódio de mim mesmo por achar que não fui o suficiente, ódio de você por não ter me ajudado a ser o que você queria e mais uma vez de você por querer estar com ele. Meus amigos dizem que é coisa da minha cabeça, mas nós dois sabemos que não, sabemos que o erro fui eu, o intruso na história fui eu. Como um vilão de romances água com açúcar, um escorregão. Estou amargo. Quem estiver vendo nossa história vai me ver como errado, isso dói.

Seu cabelo gostoso de brincar hoje me desperta a coisa mais nojenta que alguém pode sentir, o arrependimento. Arrependimento por ter me entregue tanto, por ter me doado, por não ter me segurado como eu costumo fazer. Não me arrependo de nem um minuto dos que estivemos juntos, não mesmo, mas gostaria poder. Gostaria poder voltar atrás e viver tudo de novo, mas me arrepender no final, achar que nada valeu a pena. Queria viver tudo de volta e ser você no final.

Sua pele branca hoje me desperta o sentimento que mais me foi distante todos esses anos, a tristeza constante. O deitar a cabeça no travesseiro é sempre seguido de lembranças, de pensamentos e de “e se...”s. Parece que eu vou acordar e vou poder te abraçar, te beijar e ver você dar o sorriso mais lindo do mundo pra mim. O meu sorriso, que você sabe tão bem qual é. Coisa que inclusive eu quase fiz esses dias. Pareceu tão natural, eu estava indo em sua direção e quando estava a metros de você ouvi sua voz na minha cabeça dizendo que não conseguia ter nada sério. Senti novamente cada palavra daquelas me batendo, e então me afastei, mudei o rumo, apenas sai de perto.

Sua mão sempre gelada e hoje tão distante me desperta o sentimento mais fétido que já senti, o medo. Acredite, meu medo quanto a essas coisas de sentimento sempre foram nulas e eu adorava gritar aos 4 ventos: “EU NÃO QUERO NADA SÉRIO”, eis que eu vejo sua mão e percebo que, finalmente, encontrei uma que deve ficar junto com a minha sempre. Enquanto estavam juntas eu tinha medo de dividi-las novamente. Agora, que já falta um pedaço, tenho medo que nunca mais possa sentir ela completa E PIOR, medo de ver o meu pedaço perdido completando outro quebra cabeça. Mas você sabe que o encaixe não será tão bom quanto. Sabe mesmo.

E POR FIM VOCÊ E ELE, vocês me despertam o pior de todos os sentimentos que qualquer ser humano pode sentir, a inveja. Eu sinto inveja dele por poder ser seu quando quiser, por poder te tocar sem ser censurado, por poder olhar nos seus olhos e não sentir a dor que sinto e principalmente por ver brilho nos seus olhos e não dureza como eu vejo. Eu estou sentindo inveja constante por não ser aquele que você quer.

Juntando tudo isso eu me sinto inferior a todos, me sinto o pior dos seres humanos, sendo trocado e colocando todos os meus objetivos de vida, até então simples, em xeque.

Se era isso que queria ouvir, vai ouvir, eu te amo moça e eu sinto a sua falta a cada segundo.

Xeque mate.

sábado, 21 de setembro de 2013

Das falsas verdade que criei

Estou cada dia mais estranho, movido por esperanças falsas, por necessidades que eu criei. Paixões mentirosas que servem apenas para mudar o foco, pra tirar ela de dentro de mim ou pelo menos colocar em outro lugar.

Esse cara legal que serve para tudo, não serve pra ser o amado de alguém. Então, a cada oportunidade de receber amor eu falseio uma vontade de dar amor antes, pra que eu não desperdice esse acontecimento único. Mas acabo quebrado, em pedaços mais uma vez.

Hoje é você que me faz tremer a cada olhar, a cada sorriso que espreme o canto do olho escondendo a parte quase toda branca, cada abraço em que sinto seu pescoço perto de mim, cada pensamento e saudade de um momento que eu não vivi e não tenho a chance de viver. Dói, mesmo sabendo o quão falso é esse sentimento. É tão dolorido quanto mentiroso e eu ainda não entendi o porquê.

Espero que quando eu pare de te ver isso passe, apesar de a ideia de parar de te ver é absurdamente horrível e dolorida. Eu quero você aqui comigo, do meu lado pelo tempo que durar essa mentira e quero falsamente que ela seja eterna.

O maior problema e diferenciar o que é verdade do que é mentira, quem sabe seja eu a mentira. Quem sabe os sentimentos nem existam, nenhum deles, nem o meu amor verdadeiro seja de fato verdadeiro. Ou quem sabe não exista nenhuma mentira, nenhum os amores não sejam falsos e as demonstrações de carinho façam de fato sentido. Quem sabe ainda haja esperança...

Esperança, até que ponto é bonito e justo ter esperanças? Essa que é praticamente imortal tem me machucado bastante ultimamente. Peço todo dia pra ter esperanças, porem, quero não nutri-la por coisas como essa, que eu sei o fim. Mas ela não sabe, a esperança ainda me engana querendo dizer que está tudo bem.

Na verdade não quero mais falar disso, de nada disso. Quero falar da lua, de coisas absurdas. Quero falar de desenhos prometidos e musicas em comum. Eu só quero você de mãos dadas comigo. Ou não.