sábado, 9 de fevereiro de 2013

Bala de amor

-Papai, papai! Por que você diz “eu te amo” para dinda?

O Pai não entende muito bem a pergunta, mas olha para o filho e responde.

-Porque sua dinda é minha melhor amiga e o papai ama a melhor amiga dele.

O menino faz cara de confuso e manda outra pergunta.

-A mamãe também é sua melhor amiga?

-Não, a mamãe e minha esposa!

-Mas você diz “eu te amo” pra ela também. E pra mim também!

O pai senta no sofá e pensa “era só o que me faltava, antes ele tivesse perguntado como nascem os bebês.”

-Vai pai fala, por que você fala “eu te amo” pra tanta gente que nem é sua melhor amiga?

-Ué filho, porque… Ah, é porque existem vários tipos diferente de amor.

- hãn?

-Filho, olha, você sabe que amor é um sentimento né?

O menino faz que sim com a cabeça bem rápido e o pai continua.

-Então. Os sentimentos são como doces, tem uns bons e uns ruins.

-Mas pai, todo doce é bom.

-Até aqueles de abobora que sua mãe traz da casa da vovó?

-UI NÃO, AQUELES SÃO HORRIVEIS.

-Tá vendo? Alguns sentimentos são ruins, alguns doces são ruins.

O garoto ainda não satisfeito pergunta.

-Tá pai, o que o amor tem haver com doces?

-AH SIM! O amor é um sentimento, então é um doce. O amor pode ser um pirulito?

-AH, PODE SER BALA?

-Tudo bem, pode ser. O amor é como uma bala. Tem vários sabores. O que eu sinto pela mamãe é uma bala sabor cereja, pela dinda é uma bala sabor menta, por você uma bala de chocolate. Tem vários tipos.

-ENTENDI. ENTÃO QUANDO A MANA ESTÁ CHORANDO POR CAUSA DE AMOR, NA VERDADE ELA ESTÁ COM CARIE?

O pai ri e concorda com a cabeça.

- Acho que sim meu filho. Quando você crescer vai entender o que eu estou falando.

Na verdade o pai sabia que crescendo tudo ficaria mais complicado, mas o menino entenderia que ninguém consegue contar ao outro o que é o amor.