sábado, 4 de agosto de 2012

01:40 04/08/2012

Tiffany Alvord cantando Glad you came, não tem muito com o texto, mas é bonito

     Você pensa um pouco mais na pessoa e pronto. Coração fica gelado, na garganta um nó, a boca sorri um sorriso extremamente tímido, o nariz não consegue nem puxar nem soltar o ar, o olho brilha, mas brilha porque está cheio de lagrimas e por fim o cérebro desesperado tenta mudar o foco, grita por outros nomes, outros problemas, outras lembranças e por fim desiste.  Uma lágrima corajosa por fim respira e resolve desbravar o mundo novo chamado rosto.

     Seu cérebro recupera o controle, logo sua mão acaba com aquela lagrima e com todas as outras que possam querer existir, sua boca desfaz o sorriso, seu pulmão se enche de ar, seu coração acelera, seu rosto fica corado por ter acontecido aquilo ali, na frente de todo mundo, tão frágil, tão fraco, tão exposto. Você sorri mentindo uma felicidade e por fim está bem, está bem até você lembrar novamente dos olhos penetrantes, daquela risada deliciosa, da voz incrivelmente doce, do beijo.

     Agora o primeiro que se manifesta é o cérebro, como se gritasse eu desisto não consegue fazer nada para manter os olhos secos, e nem quer, as lagrimas correm incontrolavelmente, seus olhos leem tudo esperando por um sinal que não existe, o coração gelado novamente tenta desesperadamente manter a calma, é inútil. Choro, dor, saudades, tudo vai saindo com as gotas salgadas que escorrem pelas doces maças da face, até não ter mais o que escorrer.

     Então inexplicavelmente acaba, você se distrai e como um médico de plantão que acabou de atender uma emergência você espera que aquilo não aconteça mais, mas sabe que vai acontecer. Mesmo que seja um ciclo você não vê a hora que esse ciclo seja quebrado, e você sabe que existe como, se ela quisesse…

     Estarei aqui esperando a sua piedade, estarei aqui quando você resolver voltar. É isso que uma pessoa que ama faz, sofre, mas espera com esperanças muitas vezes inúteis. Eu te amo, estou aqui sentado na beira do precipício, pode escolher me salvar ou me empurrar de vez. Eu aceitarei qualquer um dos dois.

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